O Caixeiro Viajante

Publicado por Victor Rodrigues Sem categoria Em 08 novembro 2008 3 Comentários

Há uns meses atrás fiz um curso de técnica de vendas pelo SEBRAE, o qual logo na primeira parte contava a história do caixeiro viajante, profissão qual eu não tinha escutado falar até então. Abaixo segue a transcrição do texto que está na apostila que recebi do curso:

Estátua do caixeiro viajante

Estátua do caixeiro viajante

Em nossa história de comércio temos a figura do caixeiro viajante ou mascate, profissional que viajava longos percursos com suas malas de mercadorias, levando aos mais longínquos lugares confecções, perfumes, utilidades domésticas da época, especiarias, adornos e uma infinidade de produtos. Inúmeras cidades e vilas do Brasil tinham no caixeiro viajante sua única ligação com o mundo do consumo. Jamais teriam acesso a centenas de produtos se não fosse por esses precursores da venda em nosso país: mais uma evidência de que a profissão de vendas, mais do que apenas atender clientes, é buscá-los e conhecer seus desejos.

É incrível que seja tão difícil de encontrar informação na internet sobre uma figura tão interessante quanto o caixeiro: procurei bastante até encontrar a foto da estátua acima (achei-a no Google, se alguém que ler aqui souber quem tirou a foto avise para eu dar os créditos), assim como procurei um pouco também sobre a história do caixeiro e não achei nada de mais.

Apesar de aparentemente não se ter informação na internet, as técnicas utilizadas pelo caixeiro viajante devem ser aplicadas ainda hoje nas empresas. Claro que não é para aplicar da mesma forma, porque o cenário atual mudou, mas as técnicas são basicamente as mesmas, apenas devem ser adaptadas.

Segue abaixo as características que considero mais importantes de um caixeiro viajante:

  • Conhecia os gostos e as necessidades de cada cliente, assim como seus nomes.
  • Ia atrás de clientes, e não esperava que o contrário ocorresse (“venda porta-a-porta”).
  • Anotava as vendas e os hábitos dos clientes.
  • Fazia algo semelhante ao pós-venda.

Qualquer trabalhador que faça esses quatro itens terá seus clientes mais satisfeitos e aumenta as chances de fidelizá-los. Além disto, saber das necessidades dos clientes e do grau de satisfação deles após consumir o produto/serviço da sua empresa é de extrema importância para formular estratégias para o mercado.

E vocês, leitores, o que fazem em suas empresas para ganhar a empatia do cliente? Já tinham escutar do caixeiro viajante?


Sobre o Autor

Victor Rodrigues é graduando em Administração pela Universidade Federal da Paraíba, começou a trabalhar na área da qualidade há um ano e quatro meses e atualmente trabalha como Coordenador da Qualidade da Rede Ortoestética.

3 Comentários até ao momento.

  1. Auri Serrano disse:

    Gostei, gostei muito, porém se vc voltar um pouco mais na história, vai encontrar os mercadores que subiam, ou desciam, sei lá, pelos mares com destino à India, levando e buscando riquesas, desenvolvimento e tudo mais, inclusive os Portugues quando negociavam através dos mares, levavam inclusive a lingua portuguesa, que hoje pouca gente sabe, mas é falada em oito países, graças a evolução do trabalho dos “caixeiros viajantes”, através dos mares. ET: O caixeiro viajante tem pouco a ver com o mascate, do caixeiro viajante surgiu o Representante Comercial, do mascate o vendedor ambulante, que com todo respeito não é a mesma coisa, ambas são profissões antigas, e de grande valos e como tal devem ser respeitadas.

  2. claudiane disse:

    gostaria de saber como surgio o nome caixeiro viajante, pois estou fazendo um trabalho

  3. Otávio Nunes disse:

    COMETA:
    Inicialmente era chamado de Cometa, porque só aparecia de tempos em tempos. Percorria longos percursos em lombo de burro e geralmente conduzindo uma tropa de carga com a mercadorias a serem comercializadas. Alguns atendiam apenas os comerciantes e outros visitavam fazendas e residências, fazendo a venda de tecidos, perfumes, louças, panelas de ferro, talheres, e demais utilidades domesticas.
    Esses viajantes comerciais eram os divulgadores de noticias, eram o único meio de comunicação existente na época, por isso em localidades mais remotas, noticias como a Libertação dos escravos, Independência do Brasil, Proclamação da Republica e todas as demais, muitas vezes até com um ano de atraso.
    Com o advento das ferrovias, os Cometas mudaram de nome e foram divididos em duas categorias, os que atendiam o comercio em geral, passaram a ser conhecidos como caixeiros viajantes e os que faziam vendas domiciliares passaram a ser chamados de mascates.
    MASCATES:
    Os mascates até hoje existem e atuam principalmente em cidades menores, não mudaram em nada seu método de vendas, batem de porta em porta oferecendo suas mercadorias na maioria das vezes roupas feitas e pequenas utilidades domesticas..
    Algumas grandes firmas fabricantes de cosméticos, de lingerie e de utilidades domesticas em geral estão modernizando e legalizando juridicamente o trabalho dos mascates, fazendo a chamada venda porta a porta, principalmente com mulheres e dando a essas trabalhadoras o titulo de promotoras.
    CAIXEIROS VIAJANTES:
    Os Cometas que atendiam o comercio em geral, passaram a ter como atividade alem da venda de mercadorias o recebimento de duplicatas e a divulgação de novas mercadorias e novas marcas. Como faziam recebimentos passaram a ser conhecidos como caixeiros viajantes, utilizando principalmente o transporte coletivo, ferroviário e rodoviário. Aos poucos passaram a ser classificados em suas carteiras de trabalho como viajantes comerciais.
    REPRESENTANTES COMERCIAIS:
    Com a necessidade de agilizar as vendas o automóvel passou a ser o veiculo indispensável para uma rápida locomoção e as firmas para economizar obrigações sociais e outros custos, passaram a contratar os representantes comerciais, pessoas físicas com personalidade jurídica, sem as garantias sociais dos empregados registrados em carteira.

    Otávio Nunes
    otavionuneserrania@yahoo.com.br
    (tenho 75 anos de idade e por mais de 50 anos fui Cometa, Caixeiro Viajante e finalmente Representante Comercial.)

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