Feira Livre

Publicado por Victor Rodrigues Sem categoria Em 12 outubro 2008 Sem Comentários

Ano passado o prefeito da cidade fez uma reforma em parte da feirinha (a outra parte ainda está sendo reformada): virou um ambiente com vários barezinhos, apesar da pouca variedade de comida, ao que deu para perceber, é um lugar caro.

Funcionários uniformizados, poucas lugares para sentar (não por haver poucas mesas, mas porque sempre está cheio) e, em contradição ao incrível fluxo de pessoas, a feirinha parece uma feira livre.

Garçons chamando pessoas que passam aqui e ali, falando um pequeno resumo do cardápio (e é por isso que me veio a idéia da pouca variedade, eles geralmente gritam as mesmas coisas: tapioca, batata recheada e purê de macaxeira).

O que dá para notar é que, como não há muita diferença entre o que cada bar tem a oferecer, os que têm um atendimento melhor (ou preço, quem sabe, talvez) vendem mais e os outros procuram desesperadamente clientes.

E esse, meus amigos, é um problema grave que a maiorida das pessoas cometem: tentam seguir os mesmos passos (ou “seguir carreira”) de quem fez sucesso. Mas se é igual, porque o cliente vai trocar um lugar que ele gosta e confia por um recém criado?

Inovem sempre!

Observação: escrevi este texto na feirinha e, enquanto escrevia, um homem passou vendendo rosas iguais às que um outro vendedor (que vende muito bem, por sinal) vende na praia (a feirinha fica na rua da praia) há bem mais de um ano…


Sobre o Autor

Victor Rodrigues é graduando em Administração pela Universidade Federal da Paraíba, começou a trabalhar na área da qualidade há um ano e quatro meses e atualmente trabalha como Coordenador da Qualidade da Rede Ortoestética.

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